Conheça Catherrine Leclery, a drag queen brasileira que conquistou a Alemanha

Influente no mundo da moda, hostess de restaurante de luxo afirma sem ter dúvidas: “Todos somos drags” Referência gastronômica em Colônia, na Alemanha, o restaurante Oscar Im Apropos ébastante procurado pela sua oferta culinária e pelo ambiente requintado destinado a um público seleto. Contudo, se fosse só isso, seria apenas mais um restaurante chique entre tantos localizados em uma das mais populosas cidades alemãs. Acontece que,antes de saborear qualquer refeição ou mesmo se sentar em uma das mesas, é necessário passar pelo crivo da hostess Catherrine Leclery.

Nascido André, Catherrine é uma drag queen e modelo brasileira que divide suas horas de trabalho recepcionando artistas, socialites e grandes empresários. Segundo ela,sempre com “muito glamour, classe e alegria”.

Tudo começou ao viajar de férias para a Alemanha, em 1995, para visitar um amigo. Em um bar brasileiro, portando uma peruca, o talento de André – ou a identidade de Catherrine – foi descoberto. Assim, por lá ficou.

Hoje, fluente em alemão, espanhol, italiano e inglês, além da língua materna e de se virar no francês, se apresenta em eventos em diversas partes da Europa, quando não está atacando de influencer na área de moda.

Foto Reprodução: internet

“As colunas de moda me procuram para saber quais celebridades comparecerão aos eventos e como devem ir vestidas”, conta Catherrine.

Apesar de viver feliz em Colônia, o Brasil não ficou totalmente para trás. Todos os anos, a draq queen faz questão de participar da dos desfiles de carnaval. Alias, o evento ela sabe curtir como ninguém: “no carnaval a gente mostra que o sangue brasileiro continua correndo forte em minhas veias, apesar dos anos de europa. Colônia é minha casa, mas no carnaval eu vou para o Brasil e ponto final”, frisa, em tom bem humorado.

Inclusive, em 2019, tornou-se a primeira draq queen a dançar no carro abre-alas do carnaval do Rio de Janeiro. “Foi incrível desfilar pela Mangueira. As reações do público foram muito positivas”, relembra.

Catherrine revela que, mesmo na Alemanha, enfrenta situações de desrespeito, mas, diferentemente de transexuais, as draq queens são vistas como figuras artísticas. Portanto, não costumam ser os principais alvos dos intolerantes. “Para mim, todos somos drags. As mulheres, quando saem, se maquiam, se enfeitam, calçam salto alto.

Os homens, no mínimo, fazem a barba e capricham no perfume. Isso também é ser drag. Por isso, repito, todos somos drags”, assegura Catherrine.

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