Direção de arte conecta criatividade, tecnologia e negócios na indústria do entretenimento
Por: Anne Lopes Gomes – Gabriel da Costa Alves explica como liderança criativa transforma ideias em experiências visuais coerentes Criar uma boa imagem é apenas uma parte do desenvolvimento visual de um jogo ou produto de entretenimento. Por trás de personagens, cenários, interfaces e diferentes elementos gráficos existe um processo que precisa manter identidade, qualidade […]
Por: Anne Lopes Gomes – Gabriel da Costa Alves explica como liderança criativa transforma ideias em experiências visuais coerentes
Criar uma boa imagem é apenas uma parte do desenvolvimento visual de um jogo ou produto de entretenimento. Por trás de personagens, cenários, interfaces e diferentes elementos gráficos existe um processo que precisa manter identidade, qualidade e coerência enquanto profissionais de áreas distintas trabalham em conjunto.
Nesse ambiente, a direção de arte assume uma função estratégica. Mais do que definir aspectos estéticos, o profissional responsável pela liderança criativa precisa compreender os objetivos do projeto e transformar conceitos em uma linguagem visual que possa ser executada por diferentes equipes.
Para Gabriel da Costa Alves, ilustrador, concept artist, diretor de arte e líder criativo com mais de 18 anos de experiência, essa integração entre criatividade e produção tornou-se uma parte importante de sua trajetória profissional.
‘Direção de arte não significa simplesmente decidir se alguma coisa está bonita ou não. É preciso entender o que o projeto pretende comunicar e desenvolver uma linguagem visual que transmita seus objetivos de forma clara e coerente.”, fala Gabriel.
A experiência do brasileiro nessa área começou ainda durante sua atuação no Taw Studio, onde trabalhou como Diretor Criativo e ficou responsável pela direção de arte e pelas decisões relacionadas ao desenvolvimento visual dos projetos. O estúdio produziu jogos autorais e posteriormente ampliou sua atuação para experiências interativas, e-learning, advergames e projetos desenvolvidos para terceiros.
Segundo Gabriel, essa diversidade também exige capacidade de adaptação.
“Cada projeto tem seus próprios objetivos, seu público e suas necessidades. Liderar criativamente significa encontrar uma soluções visuais que atendama esses objetivos sem comprometer a qualidade artística e respeitando as possibilidades e limitações de produção” explica Gabriel
Essa função se torna ainda mais complexa quando diferentes especialidades participam do mesmo processo. Artistas, designers, desenvolvedores, produtores e animadores precisam trabalhar sobre uma visão comum para evitar que o resultado final pareça uma reunião de elementos desconectados.
Atualmente nos Estados Unidos, Gabriel atua como Senior Game Artist na Light & Wonder, em Chicago. Seu trabalho envolve desenvolvimento visual e artístico de produtos de entretenimento e experiências de gaming, além da colaboração com profissionais de diferentes áreas.
“Uma ideia pode ser excelente artisticamente e ainda assim apresentar dificuldades técnicas ou de produção. Por isso, conversar com outras áreas desde o início ajuda a encontrar soluções melhores antes que os problemas apareçam em etapas mais avançadas”, observa.
Para o artista, liderança criativa também não deve ser confundida com centralização. O diretor precisa estabelecer referências e critérios, mas também criar condições para que os profissionais envolvidos contribuam com suas especialidades.
“Liderar uma equipe criativa não é determinar cada detalhe individualmente. É construir uma direção clara para que diferentes profissionais possam contribuir sem perder a identidade do projeto”, diz Gabriel.
Depois de atuar em projetos independentes, comunicação visual e produções de entretenimento no Brasil e nos Estados Unidos, Gabriel considera que fundamentos artísticos continuam essenciais mesmo diante da transformação das ferramentas e dos processos produtivos.
“Tecnologias e ferramentas mudam, mas o profissional ainda precisa compreender composição, desenho, narrativa visual e comunicação. Esses fundamentos ajudam a tomar decisões melhores independentemente das ferramentas utilizada”, conclui.
